Saúde

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O Método Rolf para Bebês e Crianças


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O método Rolf de Integração Estrutural é uma terapia manual que trabalha com a educação postural e do movimento através da organização das fáscias e do tecido conjuntivo. O resultado do trabalho que se dá por manipulação, e maior integração, flexibilidade e possibilidade do estabelecimento de uma nova ordem. Com isso, facilita-se a organização do corpo na posição vertical e na sua relação com o campo gravitacional.

Partindo do princípio de que o corpo é uma estrutura muito maleável e com facilidade de deformar perante as exigências posturais do ambiente, podemos afirmar que muito provavelmente todos nós nascemos com assimetrias, encurtamentos e imperfeições funcionais além das características geneticamente herdadas. Um bebê, pelo simples fato de ter permanecido no útero em determinada posição ou com restrições de movimento ao final da gestação, pode apresentar uma condição desfavorável para um desenvolvimento postural equilibrado, movimentação livre e bilateral.

girl-403511_1280As condições de nascimentos assim como os estímulos recebidos durante a primeira fase da infância que antecede a conquista da verticalidade e do andar podem definir a facilidade e o equilíbrio com o qual aquela criança se desenvolverá.

Geralmente tomamos consciência e procuramos ajuda para dificuldades posturais somente na idade adulta ou na existência de algum problema mais sério ou visivelmente importante.

Uma avaliação de um profissional apto a reconhecer assimetrias, movimentos incompletos ou executados com extremo esforço podem ser de grande ajuda. A intervenção educacional no início da vida, pode corrigir disfunções, modificando hábitos posturais inadequados antes do estabelecimento de um padrão muito forte e desequilibrado.

Pode-se dizer que quanto antes iniciarmos o trabalho com o método Rolf, mais equilibrado, livre e econômico será o movimento daquela criança.

Pediatras, pais e professores são as pessoas que ao observarem o comportamento do bebê e seu desenvolvimento podem encaminha-lo a um profissional da integração estrutural.

Por Silvia Serber

Terapeuta Ocupacional formada pela Universidade de São Paulo e Profissional do Método Rolf de Integração  Estrututural pela Guild for Structural Integration- CO USA.

 

 

Pai Atleta


 Pai Atleta imagem Ser pai, tem diversas funções no dia a dia e entre elas: amar, educar e proteger. Mas para isso é necessário dedicação.
E se você for um atleta? Você se vê nessa figura paterna? Você que ama atividade física, sempre praticou algum esporte e treina frequentemente para garantir sempre a boa performance e qualidade de vida. Sua rotina é bem estabelecida, trabalha muito, mas tem garantido os seus treinos esportivos na semana. Para um atleta, os treinos são momentos de muita dedicação, consome algumas horas do seu dia, alguns dias da semana ou até todos os dias. É o momento dedicado ao objetivo traçado como  competir com alguém, consigo mesmo ou por qualidade de vida. A atividade física promove benefícios nos aspectos metabólicos, neuromusculares e psicológicos. Melhora do trabalho cardiopulmonar, ajuda na diminuição da gordura corporal, aumento da força e massa muscular, da flexibilidade e densidade óssea. E, no aspecto psicológico, atua na melhoria da auto estima, na diminuição da ansiedade e estresse, das funções cognitivas e socialização, e até na diminuição do consumo de medicamentos.
Então como manter essa vida de atleta, saudável, com um bebê a caminho? Agora os dias serão mais alegres, afinal tem prazer maior em viver sabendo que um serzinho está chegando para você amar? Mas ai começam as mudanças de rotina, as demandas diárias são diferentes. A atenção agora é voltada a sua amada esposa e ao seu bebê. Dessa forma, quais serão suas prioridades de vida? Conseguirei treinar? Manterei meu ritmo de vida de atleta? Muita calma nessa hora, não se desespere. A atividade física faz bem para o corpo e para a alma. Entendemos que os dias são corridos, as pessoas trabalham muito e relaxam pouco. Mas todos deveriam reservar algumas horas do dia fazendo algo pelo corpo e mente, e nada melhor do que atividade física. Mas como conciliar agora com seu trabalho e sua família? No decorrer da vida precisamos de mudanças para nossa melhoria pessoal e busca de uma constante evolução.
O filho pode ser um espelho do pai, o esporte influencia muito na educação e crescimento dos filhos. Então, antes de você decidir que agora não há mais tempo para isso, organize sua rotina, coloque no papel, reflita quais as prioridades de sua vida e o que isso trará de benefícios para você e sua família. Para seguir no esporte, atletas devem superar as mais variadas dificuldades, e para isso a família tem papel fundamental também.
Ser pai, tem inúmeras funções no dia a dia sim, mas para isso é preciso ter saúde, energia e ser exemplo.
Por isso busquei entender melhor como é a vida de um pai que sempre foi praticante de atividade física, o Roberto, que antes de ser pai, praticava diariamente Kung Fu, musculação e Muay Thai e que nos disse como era sua vida antes e como ficou após o nascimento de sua filha.
  • Você treinava com qual frequência?
R- Eram 12 treinos semanais, alternando as modalidades, com uma média de 3h30 diárias divididas em 2 períodos.
  • Quando descobriu que ia ser pai, quais as sensações que teve? 
R- A primeira sensação foi uma necessidade de correr menos riscos, se machucar menos, para estar mais presente para ela e para minha filha. Além disso, a vontade de competir, vencer, diminuiu, perdeu força, pois outros interesses, outras buscas começaram a surgir. A busca pela saúde tornou-se mais importante do que a busca pela vitória.
  • Quando sua filha nasceu o que mudou em sua rotina? Até hoje.
R- A principal mudança foi que agora a minha rotina não tem apenas meus objetivos. E minha filha é mais importante do que todos eles. Então montamos a rotina dela e trabalhamos em volta dela. Como as prioridades mudaram, a rotina mudou com ela. No início era um pouco frustrante, pois para quem treinava tanto, perder às vezes semanas de treino era desesperador. Mas colocando as coisas em perspectiva, em determinados momentos, o tempo passado com minha filha e minha esposa valem mais do que o tempo na academia ou treinando. Essas escolhas não são sacrifícios, são na verdade bênçãos de poder escolher passar tempo com elas.
  • Você acha importante praticar esporte, mesmo com a correria do dia a dia? ( trabalho, casa, família, estudos)
R- Claro que sim. A correria existe, e quando estamos inseridos nela, tendemos perder um pouco a noção do que é importante a longo prazo. Não é necessário ser um atleta, mas o trabalho passa, a vida passa, e no futuro pagamos um preço pelas escolhas que fazemos. O radicalismo, o excesso, o estresse, cobram uma taxa. Tudo depende do caminho que seguimos. Eu aprendi com a vida profissional que enquanto não colocarmos limites, o mundo nos carregará cada vez mais. Ninguém vai dizer “coitado dele, vamos mandá-lo fazer um esporte para relaxar”. Essa busca é individual e pessoal, e ninguém vai fazê-la por mim.
  • Dá para ser um pai atleta?

R- Dá sim. Mas no caso de um atleta competitivo esse caminho cobra um preço. Para segui-lo é preciso saber do que vai abrir e escolher fazê-lo, pois a vida de um atleta de alto rendimento pode ser bem solitária. Agora, ser uma pessoa que pratica esportes, tem uma dieta saudável e uma saúde em dia é bem possível, e pode ser muito prazeroso quando envolvemos os filhos na nossa rotina.

Carla Correia

Fisioterapeuta

Esporte na Infância


Cada vez mais cedo, as crianças estão sendo bombardeadas de atividades extra-escolares para fazer: inglês, informática, dança, teatro e é claro, os mais variados esportes!

A prática de atividade física deve sim ser incentivada desde cedo, principalmente nos tempos de hoje, onde o videogame e a internet estão tornando todos mais sedentários…

Porém a prática esportiva para crianças deve ser muito controlada, pois o organismo de uma criança não tem a mesma resposta à atividade física que o de um adulto. Sendo assim, a frequência e intensidade de cada um deles deve ser prescrita por um profissional da área. Além disso, a somação de muitos esportes e/ou a técnica incorreta durante os treinos podem gerar lesões por sobrecarga desde cedo.

Alguns esportes também não devem ser iniciados por crianças muito novas, que ainda não tem capacidade física e até psicológica para realizá-los de forma saudável.

Crianças devem sim brincar, correr, pular, nadar… estimula a criatividade, coordenação motora, memória, e até já foi comprovado que melhora as notas na escola! Mas a pressão psicológica e os treinos em excesso não devem fazer parte do universo infantil!

Se você quer que seu filho pratique algum esporte, procure um profissional da área, que sabe qual o melhor exercício para a faixa etária em que ele se encontra!

Denise Pripas

Professora de Pilates Postura Funcional

Crianças e Vivência Motora


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Qual criança não gosta de subir em árvores? Brincar de pega-pega? Queimada?  Essas brincadeiras, junto com muitas outras, fizeram parte da infância de várias gerações, e hoje estão se tornando cada vez mais raras na infância atual. Essa ausência é cada vez mais preocupante, não apenas pelo fato de essas brincadeiras fazem parte da cultura em que vivemos, mas pelo fato de promoverem às crianças experiências motoras importantes que contribuem para a formação e o desenvolvimento motor.

O refinamento da motricidade é o que possibilita ao homem sair da posição horizontal com nenhum ou pouco controle dos movimentos, ao total domínio dos movimentos refinados. Este ganho de autonomia traduz a própria evolução humana.

Desenvolver as capacidades motoras durante a infância é essencial para a construção de adultos fisicamente ativos, e muito importante para as demais formas de aprendizado, como a escrita, por exemplo, que depende da motricidade fina. Quando não há um desenvolvimento motor adequado, geram-se atrasos que são carregados durante toda a vida, e que podem influenciar em vários fatores, desde a capacidade de realizar atividades da vida diária até uma baixa auto estima, que ocorre quando o adulto não consegue realizar determinadas atividades ou movimentos.

Hoje a tecnologia exerce um protagonismo em nossas vidas, e se tornou componente essencial para o mundo em que vivemos. Ela é útil, e muito bem vinda, mas deve ser bem avaliada de forma a não substituir alguns aspectos da vida. Um pai não precisa proibir o filho de jogar videogame, ou ver TV, não precisa proibi-lo de ter um celular ou um tablet. O importante é que cada pai saiba dosar o que o filho deve ter, para que a tecnologia não substitua a vivência. Oferecer diversidade de experiências como aulas de esportes e recreação, atividades artísticas, aulas de música, que são, além de divertidas, ótimas opções para desenvolver as capacidades das crianças. Assim tornando-os adultos mais saudáveis e felizes.

Roberto Dino