Saúde

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A INFORMAÇÃO DURANTE A GESTAÇÃO


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Aposto que as mulheres gestantes já ouviram todo tipo de história, lenda, fábula etc. Duvido que ao cruzar com uma gestante, você não tenha se lembrado de alguém que conheceu, alguém que passou por algo fantástico neste momento, alguém que precisou de ajuda e assim por diante. É um momento de marco e que nos remete a nossa própria história. Contudo, também é um período, de certa forma, místico que rodeia os anseios da mulher. Acredito que seja inevitável que a gestante não se questione sobre o que está sentindo:” Será que é normal?!”, “Isso é permitido?!”, “Será que pode?!”.

Na era digital, geralmente, recorremos ao Dr. Google (que tem respostas para tudo) e nem
sempre o resultado é positivo. Como profissional da saúde e pregnant-woman-1512962_1920.jpgque lida com gestantes, fico feliz em ver uma série de informações e debates agora à disposição na rede. Entretanto, é importante lembrar que não há fórmulas mágicas, tão pouco métodos infalíveis. A gestação não é uma receita de bolo. Cada mulher vem de um lugar diferente: que teve uma família grande ou com poucos irmãos ou que foi criada pela avó, que estuda, que trabalha no ramo financeiro ou que é que tem seu ateliê em casa, que faz patinação ou malha pesado e que possa gostar de cozinhar por hobbie etc.

pregnant-woman-1575263_1920.jpgA questão é que não há informação boba ou queixa que não seja queixa. Cara gestante, caso algo te incomode ou você sinta dúvidas, não hesite em conversar com seu médico ou profissional da saúde que a assiste. O período pré-natal, além de ser o momento de garantir um bom acompanhamento da sua saúde e a de seu bebê, é também o período para você poder falar das questões que rodeiam a SUA maternidade. Desfrute-o! E caso, possamos ajudar, estamos por aqui!

 

Por Lina Cadamuro

Puerpério: viva mundo novo!


newborn-659685_1920O pós parto costuma ser um período no qual se espera que com o fim do peso da barriga haja também uma leveza e, enfim, a realização da maternidade. Contudo, os desafios e as mudanças estão apenas começando.

Da mesma forma como os hormônios se alteram durante a gestação, se espera que haja uma queda brusca de alguns deles no período pós parto. Dessa forma, o corpo da puérpera pode estar mais frágil tanto fisicamente como emocionalmente.

Ao contrário do que é mostrado nas revistas, quando famosos e celebridades passeiam pela praia com seus bebês, não se imagina pelo que se passou! Claro que há muito amor envolvido e que se trata de um momento único e muito especial, mas os entendimentos e acertos nem sempre ocorrem de maneira imediata.

Pela dificuldade das mamães de se deslocarem até a Clínica, passei a acompanhá-las em casa e vi uma gama de possibilidades: são tantos os relatos como as dúvidas que surgem nesse momento que percebi que este período demandava uma atenção totalmente especial! As dúvidas podem surgir desde questões mais práticas, mas também carregam os anseios e vontade de quem acabou de iniciar um novo ritual: adaptação a amamentação, rotina de cuidados do bebê, novas relações familiares etc.

Costumo dizer que não há receita de bolo para isso e que tudo depende. E depende mesmo! baby-1150109_1920Colocar alguns parâmetros de bom e ruim nesse momento podem não ajudar, já que podem fragilizar os pais e fazê-los sentirem-se incompetentes ou sem jeito para lidar com tais questões.

Nesse momento, recomendo um filme em cartaz atualmente nos cinemas. Chama-se “O Começo da Vida”; um documentário dirigido por Estela Renner que retrata os primeiros 1000 dias de vida de uma criança, abordando tanto as questões de desenvolvimento como os desafios e sentimentos envolvidos por parte dos pais.

Por aqui, na Vitalidade Integrada, continuamos nos dispondo a compartilhar este momento: que seja com algumas agulhas de acupuntura, exercícios abdominais, cuidado com os seios e orientações ergonômicas na

amamentação ou mesmo com uma visita e com uma conversa para ouvir as novidades e anseios! Seja bem vindo mundo novo!

Lina Cadamuro

Mulher – Sexo Frágil?


         O dia internacional da mulher é um data bastante célebre na qual se relembra as lutas políticas e as conquista do sexo dito “frágil”. Contudo, esse conceitos já se transformou inúmeras vezes e vemos hoje a mulher com “n” facetas: trabalha, cuida de casa, cuida da família e se aventura em tantas outras atividades que anteriormente eram consideradas exclusivas dos homens.
Dessa forma, vemos que o aumento de atividades proporcionou a mulher que pudesse se lesionar mais. Há alguns aspectos que devemos considerar quando pensamos na reabilitação de lesões em mulheres: deve-se considerar variações anatômicas, tais como quadris mais largos, cotovelos e joelhos com angulações diferentes, e principalmente questões hormonais, uma vez que a regulação dos hormônios sexuais, como por exemplo, o estrógeno e a progesterona estão diretamente ligados ao funcionamento e manutenção dos tecidos presentes no nosso esqueleto, nos tendões e ligamentos. Não é incomum, por exemplo, que mulheres mesmo no início da gestação apresentem queixas de dor lombar decorrentes das alterações da regulação de estrógeno e progesterona, mesmo que sem o incremento de peso corpóreo.
Também, a mulher quando atinge o climatério, no qual há uma importante diminuição da produção de estrógeno, tenha que se atentar ao funcionamento do esqueleto, já que esse hormônio é fundamental para a manutenção de bons níveis de cálcio nos ossos. Eventualmente, deve-se utilizar suplementação deste mineral na dieta e manter-se sempre ativa para também estimular a sua fixação.
Por isso, mulheres, não se sintam desamparadas! Acredito que somos tão fortes e tão capazes quanto qualquer outro! E se temos este corpo, e corpo que é considerado como o mais belo pelo sexo oposto, tratemos de cuidar dele com o cuidado e atenção que ele merece! Feliz dia Internacional da mulher!

Lina Cadamuro
Fisioterapeuta

Parto normal ou cesárea?!


Como profissional não médico que trabalha com gestantes, muitas das mulheres procuram o nosso serviço se questionando sobre a via de parto ao final da gestação. O que responder à elas?

Que o parto mais fisiológico e que apresenta menor propensão à riscos é o normal; que ele não solicita uma série de procedimentos invasivos e que a recuperação no pós parto é mais rápida, isso tudo mundo já sabe! E por que, mesmo assim, vemos uma taxa elevadíssima de partos cesárea no nosso país? Apesar de também sabermos que, o parto cesárea é um procedimento que tem suas indicações específicas e é responsável por salvar muitas vidas diariamente.

pragramasGestanteQuando minhas pacientes me questionam sobre uma “fórmula” ou como proceder para que a gestação caminhe para o parto normal geralmente conversamos que realmente não há “receita de bolo” para resolver tal questão. Sempre surgem dúvidas sobre a segurança da mãe e do bebê, medo da dor e insegurança com relação aos procedimentos envolvidos. Acredito que todos esses sentimentos sejam normais e certos de existirem neste momento. Por mais que haja uma boa conversa com o obstetra, a prática geralmente se torna diferente da teoria.

Por isso, vejo o parto como um processo que está sendo construído a cada dia da gestação. À medida que a gestante se informa, visita diferentes serviços, participa de palestras, se exercita e conhece a equipe que dará assistência à ela neste momento, ela deixa esse momento mais firme e sólido; ela se torna conhecedora do que enfrentará e deixa de fazer a construção do parto sobre informações que aquele conhecido veio a falar ou baseado nas experiências que são mostradas na mídia.

Afinal, a gestante/parturiente é a principal atriz deste momento tão único da vida! Ela é livre para escolher de que forma passará por este momento!

Aqui na Vitalidade Integrada, estamos cada dia mais contentes de poder contribuir para a construção destes processos e das famílias! Seja com consultas de fisioterapia, nutrição ou acupuntura. Queremos que essas mulheres sejam respeitadas e que possam ter um espaço para construir o pré-natal dentro de todos os sentimentos, da felicidade nunca antes vivida até o medo da dor e do desconhecido. Afinal, nada melhor que ouvir o chorinho de neném para ver que tudo valeu a pena!

Lina Cadamuro

Fisioterapeuta da Clínica Vitalidade Integrada

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Períneo: você já ouviu falar?


Períneo: você já ouviu falar?!

Esse nome tem estado um pouco mais presente nos meios de comunicação e, pouco a pouco, as mulheres estão se sentindo mais à vontade em falar sobre ele. Por isso, gostaria de dar uma atenção especial à elas! Mas, de fato, sobre o que se trata?

O períneo ou assolho pélvico é um conjunto de músculos que se encontra alocado dentro da pelve, tanto do homem como da mulher. Como o nome já nos diz, ele é o “assoalho” e por isso, é responsável por fazer a sustentação de todos os órgãos dentro da nossa bacia, é onde eles estão apoiados. Dentre outras funções que esta estrutura exerce (e daí a importância de falarmos sobre isso) é a de realizar a abertura e fechamento dos esfíncteres e fazer a continência (segurar) da urina e fezes. Dessa maneira, seu mal funcionamento pode ser causa de uma patologia chamada incontinência urinária, no qual o músculo fraco se torna incapaz de segurar a urina numa situação de esforço.

Também, os órgãos sexuais estão localizados ali pelas imediações. Dessa forma, o seu bom funcionamento influencia diretamente na sexualidade.

Ele é um músculo como o abdominal ou o das nossas pernas. Logo, para fortificá-los é importante que eles se exercitem. Os exercícios perineais são altamente recomendados no tratamento da incontinência urinária, mas podem auxiliar também para melhorar a circulação sanguínea na região, tornar sua contração mais eficaz e melhorar o relaxamento.

Por isso, meninas e mulheres, vale a pena conhecer mais de perto este estrutura que é tão importante no nosso corpo e que tem muito à contribuir para o desenvolvimento do corpo feminino!

Lina Cadamuro

1º Simpósio de Fisioterapia Universidade Anhanguera – Saúde da Mulher


No dia 10 de Outubro, a fisioterapeuta Lina Cadamuro ministrou a palestra “Fisioterapia em Saúde da Mulher: atenção à gestante e disfunção miccional feminina”.

O principal objetivo foi criar um diálogo entre os estudante e os profissionais e, assim, poder compartilhar a experiência neste campo de atuação que é bastante recente e ainda pouco conhecido para nossa profissão. Também, foi importante discutir diferentes formas de trabalho junto aos pacientes, já que o atendimento à gestante traz consigo uma abordagem ‘inédita’ se imaginarmos que a fisioterapia nasceu como uma profissão na área da reabilitação. Acredito que o atendimento a mulher e, principalmente, à gestante merecem uma atenção especial tendo em vista a grande gama de atuações e funções que a mulher possui na nossa sociedade. É um momento no qual o acolhimento é de fundamental importância, assim como, a construção do corpo da gestante que está em constante mudança neste período. Por fim, discutimos as funções mais específicas de uma musculatura ‘chave’, o assoalho pélvico. E o quanto um trabalho educativo pode auxiliar na prevenção de patologias, desde lombalgias a incontinência urinária e disfunção sexual. Tudo isso auxilia para uma significativa melhora na qualidade de vida das mulheres neste período assim como no decorrer da vida.

 

Nova Especialidade na Clínica – Massagem Ayurvédica para Gestantes


A Clínica Vitalidade Integrada está especializando cada vez mais seus serviços para atender às Gestantes.

A Dra Juliana Figueira oferece Massagem tradicional indiana – Garbhini Abhyanga – com diversos benefícios às gestantes, venham conferir!