Saúde

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Fadiga – Dicas da Dietoterapia Chinesa


 A fadiga é discutida pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC) sob o título de “Exaustão” – Xu Lao – e descreve não apenas o sintoma, mas também a sua causa básica, uma deficiência do Qi do corpo. Mas a fadiga também pode ser causada por uma condição de excesso: um resfriado ou uma gripe constituem invasão do corpo por Vento-Frio ou Vento-Calor exteriores.
bad-site  As causas mais frequentes de fadiga são: fraqueza constitucional hereditária (por ex. a saúde e idade dos pais no momento da concepção e condições da gravidez); excesso de trabalho físico ou mental (longas horas de trabalho sem o repouso adequado ou sob condições estressantes e até mesmo excesso de exercício ou atividades esportivas); uma dieta alimentar inadequada e irregular enfraquece diretamente os meridianos do Estômago e Baço-Pâncreas e causa   a fadiga crônica, uma vez que estes meridianos são a origem do Qi e do sangue.
Segundo a Dietoterapia Chinesa, são alimentos do elemento Terra (BP/E): temperos como louro, manjericão, açafrão, hortelã, cravo, cardamomo, canela e alecrim; carboidratos complexos fornecidos por cereais integrais, feijões, tubérculos, raízes, frutas: cebola, abóbora, nabo, beterraba, maxixe, inhame e outros vegetais redondos; uma pequena quantidade de queijos, iogurte ou coalhada; painço; maçã, mamão, laranja-lima e outras frutas mais ou menos amarelas, sempre bem mastigadas ou chupadas, não em suco; refresco de limão e de maracujá; chás de camomila, erva-doce, artemísia, erva-cidreira; café de cevada torrada e moída. Para o tratamento da fadiga podemos aliar uma dieta equilibrada segundo a visão da Dietoterapia Chinesa às técnicas de Acupuntura, Moxabustão e de outras terapias orientais.

Paula Pereira da Silva
Nutricionista
Acupunturista Energética

O Outono na visão da Medicina Tradicional Chinesa


No outono as folhas secam e caem, os últimos frutos são colhidos – a energia vital é descendente, pesada – o ciclo que mostra crescimento na primavera e exuberância no verão revela agora a maturidade e se encaminha para o fim. A energia do outono é a força da despedida: luto e tristeza repousam sobre o verão que passou e chega a preparação para o grande silêncio do inverno.
É a estação do elemento Metal, que em nós representa a eterna colheita e está relacionado aos Pulmões e Intestino Grosso, que têm como função assimilar o essencial e eliminar o inútil. Os dias de Outono inspiram a disciplina de discernimento para que façamos a seleção do que fica e do que sai de nossas vidas, mesmo se o que tivermos que deixar sair sejam  coisas a que somos apegados.
outono3O que comer no outono – o sabor picante já está no ar, então devemos começar a refeição com um pouco de sabor ácido para proteger Madeira e seguir com alimentos mais cozidos, de natureza morna. Devagar devemos começar a aumentar o consumo de produtos animais, para tonificar os órgãos Yin e se aquecer profundamente. Também devemos prestar atenção para os alimentos que produzem fluidos – o outono é seco e se não houver umidade os pulmões e intestinos sofrem. Não são recomendados alimentos defumados, e as frutas, devem ser consumidas as secas, especialmente o damasco que é ácido e de natureza morna.
Outra sugestão: maçãs ao forno, recheadas com mel e tahine, fazem muito bem no outono.
Observe seu corpo à medida que a temperatura externa vai diminuindo e quando estiver sentindo frio, principalmente nas extremidades, coloque uns pauzinhos de canela em mingaus, no chá, nas frutas cozidas – e evite comidas cruas. Coma pão de centeio, que é do elemento Fogo e tem sabor amargo. Use queijos amarelos.
Paula Pereira da Silva
Nutricionista, Acupunturista