Saúde

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Seja bem-vindo, Verão!


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O verão é provavelmente a estação do ano preferida por muitos de nós, moradores do hemisfério Sul. É o momento do calor, da praia, das férias! Muitos aderem ao famoso projeto verão, sem se darem conta de que na realidade viver bem em uma estação está intimamente conectado com a forma como vivemos a estação anterior.

Segundo a Medicina Chinesa a energia de cada estação serve como um trilho para o caminho de todas as coisas vivas, inclusive nós, seres humanos. Seja pela temperatura, pela duração do dia ou mesmo pela a energia presente, certamente é mais fácil se agirmos de forma harmônica ao ambiente externo. No verão, a energia, no auge da sua expansão, nos convida a aproveitar a vida externa. Dormir cedo e acordar cedo, nos alimentar frequentemente e em baixas quantidades, se expor a luz do sol e suar ao calor, permite a conservação da energia interna e viver o crescimento que a estação nos convida a experimentar.

Contudo, como é possível crescer sem antes ter brotado? É possível brotar antes de plantar? Para aproveitarmos o crescimento no verão é preciso cultivar em estações anteriores. Na vida prática, podemos pensar na semente como nossas ideias, nossos planos. A interiorização no outono é necessária para contemplarmos nossas necessidades, o plantio no inverno é o início da vida e o brotamento na primavera é a criação, os primeiros passos daquele cultivo. Somente assim toda a potencialidade do verão pode ser aproveitada. O que cresce hoje depende do que foi planejado, plantado e cultivado.

Aproveitando o momento de resoluções que todo fim e início de ciclo nos proporciona, que essa ideia, nos ajude a começar esse próximo ano de forma consciente e corajosa, que não tenhamos pressa na colheita, mas muito cuidado e proteção ao cultivar. Busquemos viver cada dia, cada momento e situação não como algo isolado, mas como elo da corrente da vida.

Um bom crescimento a cada um e um delicioso verão!

Texto por: Alessandra Ferreira Barbosa (Fisioterapeuta e Acupunturista)

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Auriculoterapia no auxílio do tratamento das crianças com deficiências Neurológicas


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Cada criança é única e tem suas peculiaridades, a neuropediatria é um ramo da fisioterapia que trata as patologias de origem neurológica na primeira infância, a qual se manifesta de maneira diferente em cada criança.

Muitas crianças apresentam sinais ou sintomas que podem estar relacionadas com o seu quadro clínico ou não, como distúrbios do sono, constipação, sialorréia (produção excessiva de saliva), dores ocasionadas por alterações ortopédicas, podendo também apresentar questões mais sérias como a sub luxações de quadril, entre outros.

Na minha experiência clínica como fisioterapeuta em muitos momentos não era possível sanar ou aliviar certos desconfortos dos meus pacientes apenas com a fisioterapia, foi então que uni a aplicação de Auriculoterapia sendo mais um método no tratamento das crianças.

A auriculoterapia ou acupuntura auricular apareceu na literatura em 64 d.C. mas é relatado seu uso prático desde a origem da acupuntura, a mais de 4000 anos atrás.  O termo auriculoterapia surgiu na década de 50 pelo Dr. Paul Nogier, França, sendo classificada como microssistema que é nada mais do que parte do corpo que representa todo o organismo.

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A aplicação de auriculoterapia pode ser feita com agulhas, sementes, esferas, cristais e também moxa. Muitas vezes prefiro não utilizar agulhas com crianças, e isso não torna o método menos eficaz, observo que na prática, obtenho excelentes resultados com cristais e sementes.

Uma das minhas crianças que atendo com auriculoterapia, necessitava de lavagem hospitalar para evacuar a cada 7 dias, após o início da aplicação apresentou um reequilíbrio intestinal sem necessidade de outros estímulos passando a evacuar 3 vezes na semana, melhorando em sua qualidade de vida. Resultados positivos também em outros casos, como diminuição de dores e agitação, aumento da concentração e melhora na comunicação, melhor qualidade do sono.

A auriculoterapia visa reestabelecer o equilíbrio e tratar o corpo como um todo sendo benéfica a todos, de crianças a idosos, atuando nas mais diversas alterações e propiciando sempre a melhora na qualidade de vida, afinal o equilíbrio é o caminho para o bem estar.

 

Texto: Fabiana Barbosa.

Pilates na Obesidade


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A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal com potencial prejuízo à saúde, e é decorrente de vários fatores genéticos ou ambientais, como padrões dietéticos e de atividade física ou ainda a susceptibilidade biológica, entre muitos outros.

Não se trata de um problema meramente estético. Pessoas obesas tendem a desenvolver vários problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e má formação óssea. O sobrepeso e a obesidade são o quinto fator principal de risco de disfunção no mundo.

De acordo com a OMS, crianças obesas e com sobrepeso tendem a se tornar adultos obeso e têm maior probabilidade de adquirir mais cedo doenças crônicas como diabetes e doenças cardiovasculares.

Devido ao volume abdominal, há uma alteração do centro de gravidade que desencadeia uma série de alterações posturais, como aumento da lordose lombar e anteversão da pelve, hipercifose torácica, hiperlordose cervical, rotação medial dos quadris, joelhos valgos e pés planos.

O Pilates pode ser uma ótima opção para pessoas obesas ou com sobrepeso, por diversos motivos:

– O uso do Pilates como treinamento físico pode aumentar o gasto energético desses indivíduos e diminuir o excesso de gordura;

– Pode ser usado para trabalhar as alterações posturais conseqüentes do excesso de peso;

– Pode agir como ferramenta de socialização, já que pessoas obesas muitas vezes são discriminadas por seus colegas;

– A pessoa que pratica o Pilates pode desenvolver seu gosto pela atividade física e fica mais motivada a aderir a hábitos saudáveis e boa alimentação.

(Texto por Denise Pripas)

Conceito Neuroevolutivo Bobath, o que é?


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O conceito Bobath, pouco conhecido na prática ortopédica, é bastante divulgado no tratamento de pacientes com alterações neurológicas. Ele foi criado no início dos anos de 1940 por Karel e Berta Bobath, casal alemão que foi para a Grã-Bretanha como refugiados judeus na década de 1930.

Karel Bobath formou-se em medicina em 1936 e especializou-se em Neurologia. Berta Bobath trabalhou como professora de ginástica, o que contribuiu para seu conhecimento sobre o movimento normal, e recebeu o diploma de fisioterapeuta da Sociedade de Cinesioterapia Britânica.

Dedicando-se ao tratamento de pacientes adultos com Acidente Vascular Encefálico (“Derrame”) e crianças com Paralisia Cerebral, atuaram em seu Centro de Tratamento em Londres e aprimoraram seu tratamento ao longo do tempo.

Segundo eles, o conceito Neuroevolutivo “Não é um método, mas sim um conceito de vida, uma forma de lidar com esse tipo de problema”. É uma abordagem interdisciplinar, que abrange a pessoa dentro de um contexto social, com limitações para participar totalmente do cotidiano devido a alterações não apenas motoras, mas também sensoriais, perceptivas e cognitivas devido a um distúrbio do Sistema Nervoso Central.

O objetivo principal é estimular e aumentar a capacidade da pessoa em realizar um movimento funcional o mais próximo possível do normal, desenvolvendo suas atividades cotidianas de forma mais independente e com melhor qualidade. No caso de bebês, visa evitar que padrões anormais se instalem e facilitar os padrões posturais normais para permitir que a criança desenvolva suas etapas motoras como controlar a cabeça, sentar, rolar, andar etc.

O tratamento passou a ser reconhecido no mundo todo e pode ser aplicado a pacientes de todas as idades, com diferentes graus de comprometimento do controle postural, função e movimento causados por uma lesão no Sistema Nervoso Central.

(Escrito por Adriana Sellmer)

 

Por que Aquecer?


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Praticar corrida é uma tarefa fácil. Mas se engana aquele que acha que é somente colocar um tênis no pé e sair para correr. Antes de qualquer atividade física, o corpo precisa se preparar para sair do estado de repouso e iniciar a atividade metabólica, isso exige um pouco mais do nosso tempo, mas garante um bom treino, sem desconfortos evitando possíveis lesões.
E por que aquecer? É importante que tenhamos uma preparação motora, neurofisiológica e psicológica antes de qualquer atividade. O objetivo do aquecimento não é te cansar e sim elevar a temperatura do seu corpo aumentando o fluxo sanguíneo local, melhorando a difusão do oxigênio disponível nos músculos, melhora da flexibilidade, coordenação e melhora da sua capacidade de resposta motora. Isso mesmo, resposta motora! Quando fazemos movimentos nossos sistemas sensoriais ficam em alerta, nós o preparamos para receber as informações durante a atividade, dessa forma a resposta fica mais eficiente.
O aquecimento pode variar muito de pessoa para pessoa, pois depende da capacidade funcional de cada um e da atividade que irá realizar. Antes da corrida você pode aquecer com uma simples caminhada ou pode realizar alguns exercícios mais funcionais que imitam os movimentos da corrida, sempre lembrando de manter uma boa sustentação e alinhamento do corpo. Também é importante lembrar que antes do treino você deve se hidratar e se alimentar muito bem.
Na dúvida procure um profissional da saúde para que você tire suas duvidas e receba orientações adequadas.
Dra. Carla Pedroso Correia
Fisioterapeuta
Crefito 3/188741-F

 

O Pilates para Lutadores


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O Pilates foi desenvolvido por Joseph Pilates, tendo como inspiração movimentos de dança (ballet), circo, ginástica olímpica, yoga e até artes marciais, sendo que o próprio criador chegou a ser pugilista profissional.
O método tem uma série de princípios que são de muita importância para qualquer pessoa, ainda mais para atletas, entre eles os lutadores, veja o porquê:

  • Respiração: Uma respiração correta é essencial para que o lutador consiga dosar o seu gasto de energia, principalmente no que se refere ao trabalho cardiopulmonar, e consiga durar na luta sem perder o “gás”.
  • Concentração: Não adianta nada o lutador se preparar fisicamente para uma luta e não comparecer mentalmente. Ele precisa estar ligado, focado em tudo ao seu redor para não acabar na lona.
  • Alinhamento postural: Uma postura adequada é necessária para que o atleta se posicione de maneira correta no ringue, cage ou tatame, já que cada estilo de luta tem uma postura ideal de ataque e defesa.
  • Relaxamento: Evitar tensões ou contrações em excesso faz com que o lutador diminua seu gasto energético durante o treino ou luta e consiga se concentrar melhor.
  • Controle: Ter consciência dos movimentos e posicionamento do seu próprio corpo permite ao lutador evitar compensações desnecessárias, dar golpes mais contundentes e se esquivar com mais habilidade dos golpes adversários.
  • Fluência: Realizar os movimentos harmoniosamente, ritmados com a respiração pode ajudar tanto no ataque, já que gritar ou expirar forçadamente durante o golpe aumenta sua potência, quanto na defesa, quando sabemos que um golpe no abdome, por exemplo, é melhor absorvido durante a expiração do que na inspiração.
  • Precisão: É a perfeita comunicação entre corpo e mente, trabalhando intimamente com o controle. Uma boa precisão evita que seus golpes passem no vazio e sua defesa mais apurada.
  • Coordenação: Harmonizar os movimentos do corpo com destreza permite que o lutador tenha a habilidade de se movimentar com mais agilidade, além de conseguir fazer mais movimentos simultâneos ou combinados para atacar e se defender.
  • Isolamento de estruturas: Durante certos momentos da luta o atleta precisa conseguir movimentar algumas partes do corpo sem mover outras para não perder uma posição no chão, por exemplo.
  • Centralização (Power House ou Core): Estar com o centro do corpo acionado e estabilizado é necessário para manter-se equilibrado. Além disso, todo golpe ganha potência se partirem do centro do corpo e não somente da força dos braços ou pernas.

Seguindo esses princípios, o Pilates é capaz de trabalhar vários fundamentos: força, fazendo com que os golpes fiquem mais potentes; flexibilidade, permitindo que o atleta tenha mais alongamento e consiga aguentar mais tempo antes de bater durante uma finalização, tendo mais chance de “raspar”; agilidade, dando maior velocidade ao lutador; equilíbrio e estabilidade, diminuindo a chance do adversário derrubá-lo.

Sendo assim, pode-se concluir que o Pilates é um método que pode complementar de forma significante a rotina de treinos de um lutador, seja ele amador ou profissional.

Texto por Fernando Pripas – Fisioterapeuta e Cutman de MMA

Ser fisioterapeuta


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Quando uma pessoa entra no Google para procurar sobre o profissional de fisioterapia, ela encontra definições, como: fisioterapeuta trata e previne doenças e lesões, fisioterapeuta  ajuda na recuperação de acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios,  trabalha com idosos, gestantes, crianças etc.

Realmente nós fisioterapeutas trabalhamos com todas essas definições e muito mais, muitas áreas ainda são desconhecidas pela maior parte da população, mas o que é mais desconhecido é o amor que carregamos em nossas mãos.

Não fazemos magia com as mãos, nem temos nenhum poder sobrenatural, na verdade o que temos é o desejo de ver quem nós atendemos melhor, tanto fisicamente, como emocionante, seja qual for a sua necessidade, pois não se pode separar o físico das emoções, como não se pode separar uma mão, do corpo todo, porque somos um TODO.

Ser fisioterapeuta é olhar o outro ser humano como um todo, olhar com olhos humanos (ser humano na sua mais perfeita definição), se colocar no lugar do outro, ter mais ouvidos que boca, e ter mais coração que razão.

Ser fisioterapeuta é amar os desafios e encarar os obstáculos com leveza.

Ser fisioterapeuta é nunca deixar de estudar para dar o seu melhor, até escutar um simples Obrigada em palavras, ou em um sorriso, ou até mesmo em lágrimas.

Ser Fisioterapeuta é amar acima de tudo e se entregar de corpo e alma.

 

Mariana Paffetti.